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SÓCIOS FUNDADORES

Os sete fundadores originais que se reuniram em 18 de setembro de 1904, foram: Henrique, Oswaldo, Alfredo e Gustavo Bruno da família Mohrsted, Alfredo Koehler, Alberto Koltzbucher e Jayme Pereira Machado. São considerados sócios fundadores, os americanos admitidos até 28 de fevereiro de 1905, nos têrmos da Resolução de 25 de setembro de 1904, relacionados abaixo em ordem alfabética:
Aécio Jiquiribá
Alberto Gustavo Hagstroem
Alcino Luiz Brandão
Alexandre I. D. Fontenelle
Augusto Rzha
Ernesto Dietrich
Frederico Lipe da Cruz
Guilherme Friendenberg
Henry Barthels
Henrique Schornbaum
Herman Friendenberg
A . Waldemar Hagstroem
Joaquim Barbosa
José Santiago da Silva
Max Mohrstedt
Romeo Maina
Xavier Berard


INAUGURAÇÃO

No dia 26 de dezembro de 1921 falecia o Dr. Francisco Satamini, sócio benemérito do América e proprietário do terreno de Campos Sales. O Dr. Satamini deixara a todos os seus sobrinhos o terreno que ocupávamos. Herança de muitos, seria difícil um acordo para a renovação do contrato vigente, que poderia ser restringido mediante o pagamento de multa de 30 contos de réis. Os herdeiros resolveram fazer leilão público da área avaliada em 300 contos de réis. Não havia tempo para apelar aos sócios, pois o leilão já estava anunciado em praça e já estavam apostos arrematantes certos. Entra em cena o Visconde de Morais emprestando a quantia para adquirir o terreno que seria a ele hipotecado e, a hipoteca, seria resgatada no prazo de cinco anos. Tal transação colocou o América mais uma vez em perigo (1930). Juros sobre juros tornaram precária a situação do Clube e só, graças a benevolência do credor, não havia sido ainda levado a efeito a dissolução da agremiação. Renuncia o presidente Maxêncio da Veiga Leitão sendo eleita a chapa encabeçada por Antônio Gomes de Avellar. Novas gestões são feitas junto ao Visconde de Morais e a reforma da hipoteca, onde ele abria mão da comissão que tinha direito (1931). Com a morte do Visconde em 1931, o América voltou a enfrentar os herdeiros que queriam receber a hipoteca. O pesadelo termina em 1934, com a emissão de 100 títulos de sócios-proprietários e a efetiva colaboração de Pedro Magalhães Correia (300 contos de réis), Joaquim Nepomuceno Moura (200 contos de réis) e Ferreira Souto (300 contos de réis).


FUNDAÇÃO

Nos fins do inverno de 1904, houve uma cisão no Clube Atlético da Tijuca, que tinha como esportes básicos o ciclismo e as corridas a pé. Os dissidentes resolveram fundar um outro clube compatível com seus ideais. A reunião promovida com tal objetivo aconteceu em 18 de setembro na residência de Alfredo Mohrstedt, no número 83 da Rua Praia Formosa, que se chama, hoje, Rua Pedro Alves, no Cais do Porto.


PAVILHÃO

O pavilhão era preto, com o monograma formado pelas três letras AFC, em branco. Também em 12 de abril de 1908, foi rocado por outro, inteiramente branco, tendo, no meio, um círculo vermelho, semelhante à bandeira japonesa. A substituição pelo atual estandarte, vermelho, com escudo no centro, deu-se em 28 de dezembro de 1922.


O NOME

Oswaldo Mohrstedt, propôs "Rio Football Club" , Henrique Mohrstedt propôs "Praia Formosa Football Club" , ambos negados. Alfredo Guilherme Koehler, em homenagem ao nosso continente, propôs batizar a associação que nascia de América Football Club.


CAMISAS

A princípio, a camisa do América era preta, assim com o boné e as meias; brancos eram a gravata, o calção e o cinto. Este uniforme foi mantido até 12 de abril de 1908, quando Belfort Duarte teve a feliz idéia de trocá-lo pela camisa rubra, que usamos até os dias de hoje.


ESCUDO

O escudo vermelho com as iniciais AFC, em branco, arrumadas de maneira característica e envolvidas por uma circunferência branca foi criado em 1913, por Marcos Carneiro de Mendonça, então goleiro de nossa equipe. Antes, havia, apenas, o monograma, que era bordado, tanto na bandeira, como na camisa.


PRIMEIRO ANIVERSÁRIO

O primeiro aniversário foi comemorado com uma esplêndida festa e com um encontro entre as equipes do América F.C. e do Young’s F.C. O jogo foi vencido pelo América 5x0 e noticiado pelo Jornal do Brasil de 20 de setembro de 1905.


PRIMEIRO JOGO INTERNACIONAL

Para comemorar o seu 9o. aniversário e a data da Independência do Chile, no dia 18 de Setembro de 1913, o América enfrentou e venceu por 3x2 a equipe do Chile, no seu primeiro jogo internacional.


PÓ DE ARROZ

Em 13 de maio de 1914, num jogo com o Fluminense, que terminou empatado em 1x1, jogou pelo tricolor, Carlos Alberto Fonseca, um dos dissidentes da crise Américana de 1913. Esse jogador, que por ser mulato, para disfarçar costumava empoar-se, foi recebido pela torcida Américana aos gritos de: " Pó de Arroz ... " Resultado ... originado na torcida do América, o apelido se generalizou, e hoje é dado, amistosamente, a todos os simpatizantes do Fluminense.


PRIMEIRA CAMISA BRANCA

Por ocasião do encontro com o Mackenzie College o América deixa de usar pela primeira vez seu uniforme oficial e entra em campo com as camisas brancas. Para ser gentil com o adversário que tinha uniforme todo encarnado - 1916 - Resultado: 2x2.


SEDES

A 1a. na Rua Pedro Alves, 83 no Bairro da Saúde (1904); a 2a., na mesma Rua no número 55 (1905); a 3a. na Rua Felipe Camarão foi inaugurada em 1906; 4a. na Rua São Francisco Xavier, 85-B (1907); 5a. na Rua do Passeio, 56 / 2o. andar (1908). Posteriormente, na residência de Belfort Duarte, à Rua Torres Homem, 279. Depois, à Rua Maria José (atual Zamenhoff) número 63. Em 1911, afinal, chegamos à Rua Campos Sales, 98 (mais tarde renumerado para 118).


CAMPOS

O primeiro foi num terreno baldio, pertencente a Estrada de Ferro Rio D’Ouro, à Rua Pedro Alves. Em 12 de agosto de 1906, houve a transferência para a Rua São Francisco Xavier, 78. Como este campo não tinha as medidas para a disputa de partidas da primeira categoria, precisou-se indicar, em 1908, o campo do Bangu, na Rua Ferrer e, em 1910, o do Fluminense, na Rua Guanabara. A ida para Campos Sales, ocorreu em 1911, como conseqüência da fusão com o Haddock Lobo F.C. Na década de 60, fomos para Vila Isabel, no campo que pertencia anteriormente ao Andaraí F.C. Essa foto foi tirada do morro ao lado do Andaraí . A idéia de erguer um estádio no local se viu frustrada por desapropriação parcial do terreno. Hoje, já temos o estádio de Edson Passos.


PRIMEIRA PARTIDA OFICIAL

A estréia oficial do América ocorreu em 06 de agosto de 1905, em partida amistosa contra o Bangu Atlético Clube. Experimentados e com a equipe formada por ingleses, funcionários da fábrica de tecidos, os banguenses nos derrotaram por 6x1. O time formou com: Oswaldo Mohrstedt, Francisco Pinto e Gustavo Bruno; Romeu Maina, Amilcar Teixeira Pinto e Nabuco Prado; Alfredo Koehler, Jaime Pina, Durval Medeiros, J.Bermuder e Gustavo Garnett.


PACIFICAÇÃO

Ajudamos a fundar: Liga Metropolitana de Futebol (1905), Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (1915), Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (1924), Liga Carioca de Futebol (1933), Liga de Futebol do Rio de Janeiro (1937) e a Federação Metropolitana de Futebol, depois, Federação carioca de Futebol (1941). Em 1937, junto com o CR Vasco da Gama, promoveu a pacificação a pacificação do futebol, que se achava dividido há quatro anos, em dois grupo adversos. O conhecido CLÁSSICO DA PAZ foi vencido pela equipe rubra.


PRIMEIRA CAMISA BRANCA

Por ocasião do encontro com o Mackenzie College o América deixa de usar pela primeira vez seu uniforme oficial e entra em campo com as camisas brancas. Para ser gentil com o adversário que tinha uniforme todo encarnado - 1916 - Resultado: 2x2.


PRÊMIO BELFORT DUARTE

O Prêmio Belfort Duarte é conferido a jogadores que não sofram punições em certos números de jogos. O referido prêmio consiste numa medalha, um diploma e numa carteira que dá direito a seu possuidor de freqüentar qualquer praça de esportes no Brasil. Foi instituído pelo Conselho Nacional de Desportos em 1945.


DEPARTAMENTO FEMININO

O Departamento Feminino do América foi criado em 15 de agosto de 1929 e oficializado em 22 de janeiro de 1930. A sua primeira presidente foi Maria de Lourdes Pizarro.


REVISTA DO AMÉRICA

A Revista do América foi aprovada em 18 de junho de 1928.

Títulos conquistados


SALA DE TROFÉUS

A sala de troféus do América, como toda instalação do clube é confortável, nova e espaçosa. Vários historiadores, jornalistas e repórteres utilizam as referências do América para compor e atualizar seus trabalhos. A história do futebol carioca se mistura com a história do América. Uma visita a essa sala é um exercício de prazer e deleite para os aficcionados do América e do futebol de uma maneira geral. Exemplares dos livros Campos Sales 118 e o América na História da Cidade estão disponíveis neste mesmo local. para venda. As visitações podem ser marcadas no Departamento Histórico do clube, com antecedência, pelo telefone 569-2060.

CAMPEÕES DE 1913

ATLETAS: Álvaro Cardoso - Antônio de Paiva - Berthelot Cunha - Celso Aleluia Pedra Pires - Fernando Ojeda - Francisco Mendes da Silva - Gabriel de Carvalho - Guilherme Witte - José França de Paula Ramos - José Moreira (Juquinha) - Jonathas Pereira Braga - João Evangelista Belfort Duarte - Lincoln Soares - Luiz Carneiro de Mendonça - Marcos Carneiro de Mendonça - Osman Medeiros.

DIRETOR: Gabriel de Carvalho.
PARTIDA DO TÍTULO: AMERICA 1x0 SÃO CRISTÓVÃO.
ARTILHEIRO: Ojeda - 9 gols.


CAMPEÕES DE 1916

ATLETAS: Adhemar Santos - Álvaro Cardoso - Antônio Dias de Paiva - Fernando Ojeda - Gabriel de Carvalho - Galdino de Assis (Nebulosa) - Guilherme Witte - Haroldo Domingues - Joaquim Martins Ferreira - Joaquim Monteiro (Badu) - Nélson Cardoso (Goiaba) - José França Paula Ramos - Oscar Soares Barroso - Octávio da Silva Paranhos - Paulino Silva.

DIRETOR: JOÃO EVANGELISTA BELFORT DUARTE
PARTIDA DO TÍTULO: O América foi campeão antecipadamente ao derrotar o S.Cristóvão por 1x0. Porém, a última partida foi AMERICA 2x1 BANGU.
ARTILHEIRO: Ojeda - 9 gols.

CAMPEÕES DE 1922

ATLETAS: Abril Perez - Aguinaldo Simas - Djalma Brilhante da Costa - Francisco Paes de Figueiredo (Chiquinho) - Gilberto Brandão - Gonçalo de Almeida - Heraclito Mattoso - José Mirim Villas Bôas - Júlio Guerra - Justo de Oliveira - Lair Paulo Barata Ribeiro - Manoel Miranda - Oswaldo Mello (Oswaldinho) - Renato Rodrigues Ribas - Roberto Ribeiro.

COMISSÃO DE FUTEBOL: Carlos Motta Rezende - Djalma Cortes - Henrique Prudêncio dos Santos.
PARTIDA DO TÍTULO: AMÉRICA 3X1 SÃO CRISTÓVÃO.
ARTILHEIRO: Chiquinho - 7 gols.

CAMPEÕES DE 1928

ATLETAS: Álvaro Lyrio de Siqueira (Alvinho) - Antônio Jorge Tavares (Mineiro) - Carlos de Oliveira Monteiro (Tijolo) - Celso Cardoso Linhares - Floriano Peixoto Corrêa - Francisco Paes de Figueiredo (Chiquinho) - Gabriel Peres - Gilberto Brandão - Hermogenes Valente da Fonseca - Hildegardo de Almeida Magalhães - Joel Oliveira Monteiro - Jonas Jayme Pereira da Cruz - José Santiago Sobral - Mário Sampaio Pinto - Napoleão Barbosa - Ondino Fernandes Almeida - Orlando Barcellos - Orlando Penaforte de Araújo - Oswaldo Mello (Oswaldinho) - Waldemiro Miranda Gusmão (Miro) - Walter Guimarães da Silva.

DIRETORES: Jayme Pereira Barcellos e Antônio Dias de Paiva.
TÉCNICO: Charles Williams.
PARTIDA DO TÍTULO: AMERICA 3x1 FLUMINENSE


CAMPEÕES DE 1931

ATLETAS: Adalberto Amaral Afonso (Gaúcho) - Afonso Guimarães da Silva - Américo Mosqueira - Antônio Jorge Tavares (Mineiro) - Átila de Carvalho - Augusto Ribeiro Alves (Gugú) - Claudionor de Souza Lemos (Alemão) - Edgard dos Santos - Eduardo Lázaro dos Santos - Ernesto Villardi - Florêncio de Oliveira (Telê) - Gilberto Brandão - Hermogenes Valente Fonseca - Hildegardo Almeida Magalhães - João Nepomuceno Alô - Joaquim Almeida Junior - José Braz (Picolé) - José Marques da Silva (Zezinho) - Mário Sampaio Pinto - Orlando dos Santos (Carola) - Nevecinio de Araújo - Orlando Penaforte de Araújo - Sylvio Corrêa Pacheco - Waldemar Siqueira Lima (carioca) - Waldemiro Miranda Gusmão (Miro).

DIRETOR: Armando Martins.
TÉCNICO: Jayme Pereira Barcellos.
PARTIDA DO TÍTULO: AMERICA 3x1 BONSUCESSO
ARTILHEIRO: Telê - 10 gols.


CAMPEÕES DE 1935

ATLETAS: Alfredo ferreira - Almir Antunes do Amaral - Antônio Francisco da Costa (Mamede) - Arlindo Franchini (Lindo) - Clóvis Nunes - Elpídio Possato - Helion Silveira Vargas - Og Moreira - Orlando Castro (Orlandinho) - Orlando Santos (Carola) - Oscarino Costa - Paulo Mariano (Cachimbo) - Plácido Assis Monsores - Vital de Souza - Walter de Souza Goulart.

DIRETOR: Fernando Ojeda
TÉCNICO: Fernando Ojeda
PARTIDA DO TÍTULO: AMERICA 2x2 FLAMENGO
ARTILHEIRO: Carola - 12 gols.

CAMPEÕES DE 1960

ATLETAS: Amaro Viana Barbosa - Antônio Martins Oliveira (Antoninho) - Ari de Oliveira - Décio da Silva Bastos - Djalma Pereira Dias Junior - Eunivaldo Mello Fontoura - Enilson Arsênio santos - Ivan de Freitas - Jailton Raimundo dos Santos - Jorge de Souza - José Alves Calazans - José Valentim da Silva (Pompéia) - Miguel Souza Filho (Quarentinha) - Nilo Alves da Cunha - Sebastião Leônidas - Sérgio Arantes - Wilson Rodrigues do Santos.

DIRETOR: Álvaro Bragança
TÉCNICO: Jorge Silva Vieira

PARTIDA DO TÍTULO: AMERICA 2x1 FLUMINENSE
ARTILHEIROS: Nilo e Antoninho - 9 gols.


CAMPEÃO DA TAÇA GUANABARA - 1974
DIRETORES: ÁLVARO BRAGANÇA e ÁLVARO GREGO
TÉCNICO: DANILO ALVIM
PARTIDA DO TÍTULO: AMERICA 1x0 FLUMINENSE

Este time é tido por muitos americanos como o time mais técnico da história do América. Destacavam-se nesse time os jogadores do quilate de Orlando, Alex, Bráulio e Edu.

CAMPEÕES DOS CAMPEÕES - 1982
DIRETORES: HÉLIO GÁUDIO, LÉO ALMADA e WILSON PAOLI
TÉCNICO: DUDU
PARTIDA DO TÍTULO: AMERICA 2x1 GUARANI

Este título, inédito para o América, ocorreu durante o período que antecedia a Copa do Mundo. Todos os grandes clubes do Brasil, que se sagraram campeões, disputaram este torneio, onde o América, com um time inesquecível, sagrou-se campeão numa vitória heróica no Maracanã, com o gol de Gilson Gênio. Por isso, o América é o único e verdadeiro Campeão dos Campeões.

TERCEIRO LUGAR EM 1986

O América teve a melhor colocação em Campeonatos Brasileiros. Em 1986 o América fica em terceiro lugar. Com um time valente e competitivo, o América foi o único clube carioca a chegar às semi-finais do campeonato brasileiro. O grande destaque desse time era o meio campo Renato.

 

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